Pois bem, pra quem não me conhece, muito prazer, meu nome é Juliana. E como quase toda Juliana se você me chamar de Juliana eu vou achar que você está brigando comigo.
Eu tenho 27 anos, pelo menos pelos próximos 15 dias, e apesar de ter passado boa parte destas quase 3 décadas simplismente amando o Rock, eu não virei uma rockstar, o que significa que os próximos 15 dias não serão os últimos dias da minha vida, já que eu não tenho obrigação nenhuma de morrer antes de completar 28 (e valeu Amy Winehouse por ter decidido se mandar logo antes de eu escrever esse texto, o que faz disso aqui muito menos legal aos olhos dos meus leitores imaginários).
Diz a lenda que eu achava que ia bater as botas aos 24 (alguns amigos dizem que eu falava em 23, outros dizem que era 21… eu não lembro disso nem da camiseta do Jim Morrison que todo mundo diz que eu não tirava e que na minha cabeça eu nunca tive) mas ao invéz disso eu decidi pegar as botas, virar gato e me mandar do Brasil pra Austrália.
Não foi bem num piscar de olhos que os últimos três anos se passaram, mas com certeza não parece que lá se vão mais de mil dias vivendo na que é considerada a cidade mais isolada do mundo: Perth.
Apesar de ser tão distante, Perth tem muita coisa em comum com a cidade de onde eu vim, Curitiba. Muito mais do que a mesma latitude. Muito mais do que a fama de ser rica e bonita e ainda assim, monótona. Até muito mais do que, as vezes, chuva demais!
Perth, assim como Curitiba, tem orgulho de um sistema de transporte público que é muito eficiente, pra quem não depende dele. Curitiba, como Perth, tem muita riqueza, e muita má educacão. Mas o que me fascina mais a respeito das similaridades entre as duas cidades é a quantidade de cultura que se produz, de talento que brota a todo momento, de iniciativas inteligentes vindas de gente que não tem medo de tentar. Diz-se por aqui que é o tédio que faz com que as pessoas busquem formas de produzir arte, movimento. Acho que é verdade. Mas me descobrindo como uma boa espectadora eu acabei não tendo tempo pra tedio e mergulhei de ponta na imensidão de novidades ao meu redor. Agora, com meu aniversário se aproximando mais uma vez, eu me lembrei que a idade é severa e que um dia a gente começa a esquecer. Então, antes que seja tarde, vou tratar de começar a escrever, a documentar minhas descobertas, não por que eu vou querer ler isso de novo um dia, mas por que caso alguém me pergunte algo que eu nao lembro eu posso endereçar esse link aqui e pronto, fim - ou começo - de papo!
Saúde!!